7 de out de 2008

Língua presa

Para quem não sabe, estou me aventurando desde o início do ano no mundo da tradução - e estou adorando. Entre outras coisas, o que mais me maravilha nessa atividade são as descobertas, quase diárias, de curiosidades lingüísticas. Isso fica mais evidente ainda na tradução técnica, em que novos termos aparecem a todo momento. Ao contrário do que poderia ser para a maioria das pessoas, saber que não sei tanto assim nas línguas - inclusive no português - me encoraja mais ainda a aprender, e o aprendizado diário faz com que não exista monotonia nessa atividade.

Enfim, toda essa introdução pra dizer que vou, aos poucos, compartilhar com vocês algumas "descobertas" em várias línguas - principalmente no português. Vou começar com uma curiosidade: sabe aquela ferramenta que serve para levantar carros, conhecido aqui no Brasil como macaco? Pois é, o nome em português já é uma viagem; afinal, é o nome de um animal que não tem NADA a ver com a tal ferramenta. Se ela não é nem um pouco parecida com um símio, o que dirá com um felino? Pois em espanhol, o seu nome é gato! Quer loucura maior? Então tá: o macaco (em português) ou gato (em espanhol) tem um nome "próprio" em inglês: jack. Isso mesmo, jack. Que nem o Palace, o Nicholson, o estripador. Adoraria buscar a etimologia dessas palavras para descobrir porque foram utilizadas para esse instrumento. Curioso, né?

Mais curiosidades nas próximas edições.

Um comentário:

Rodrigo Cardia disse...

Os numerais em francês, então, são um espetáculo.
70 é "soixante-dix", que em tradução literal quer dizer "sessenta e dez". 80 é "quatre-vingt" (quatro-vinte), e 90 é "quatre-vingt-dix" (quatro-vinte e dez).
Suíços e belgas dizem "septante", "octante" e "nonante", já os franceses são mais zelosos de sua língua. Mesmo que inclua termos em inglês, como "week-end" - enquanto no Canadá os francófonos falam "fin de semaine", para se diferenciarem dos anglófonos.

Abraços!

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