18 de jun de 2007

Portas fechadas, caminhos abertos

Saio. Atrás de mim, uma porta se fecha.
Deixo para trás sonhos desfeitos, uma vida promissora, esperas.
À frente, só vejo falta.

No caminho, sinaleiras fechadas. Chuva sem guarda-chuva. Ônibus recém perdidos.
No rádio, música ruim.
No céu, cor cinza.
No espírito, mau-humor.

Canso dessa direção. Mudo o rumo.
Na minha frente, uma vereda aberta.
Através dela, tudo sendo construído à medida em que passo.

No caminho, sinal verde. Banhos de chuva. Ônibus na hora.
No rádio, música preferida.
No céu, sete cores.
No espírito, a paz de estar quite.

7 comentários:

Beatriz disse...

hahaha, gostei junior!! assim é que se faz. como dizia minha vó, do limao uma limonada, aliás, pensando bem, tu reages que nem tricolor....com garra e denodo, hahahaha....
vai fundo garoto, que o mundo é teu!
beijão da beatriz

Ana disse...

Lindo poema!

É importante deixar pra trás tudo aquilo que não nos faz bem, não nos motiva, não nos acrescenta, pra dar um passo em direção ao novo e a vida.

Beijos da nova amiga,
Ana

Josi disse...

Junior, como disse um amigo, é por essas e outras - muitas outras - que eu gosto tanto de ti!

Marieta Marks Löw disse...

Já te disse que achei o poema muito bonito? não? então deixo o elogio aqui.
Aliás, acho que já tens um caminho lindo atrás de ti, em outras veredas por onde passou, tão distraídamente que nem notou. Com certeza portas se fecham, mas quando isso acontece fica a vontade de descobrir o que tem atrás de outras que até então estavam fechadas. Acho que esse é o caminho.
Fico feliz de te ver tão bem, e quero estar por perto, te ajudando no que puder.

lu disse...

Tu acha q a vida é um moranguinho?
Se ela te oferece um limão, faça uma caipira!

Eu mesmo disse...

"faça uma caipira!"

Tu sabe que isso pode ser interpretado de dois jeitos, né?

Thiago F.B disse...

muito boa essa...hehehehe

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