5 de ago de 2007

Latino: o homem, a lenda, o mito

Acredito que, infelizmente, o suposto alto nível dos leitores desse blog faça com que eles tenham certos preconceitos bobos. Um dos grandes atingidos por essa prática é o grande artista conhecido como Latino. Estourando em meados dos anos 90 com o hit Me Leva, na onda do Charme e do Funk, Roberto de Souza Rocha (seu nome verdadeiro) ficou alguns anos meio sumido até re-estourar(?) com o super-mega-ultra hit de verão Festa no Apê, que dentre outros méritos acabou virando tema do comercial da esponja de aço Assolan (que, por uma dessas coincidências do destino, começou a despencar nas vendas). Depois disso, foi enfileirando sucessos, um atrás do outro - Renata Ingrata e Cátia Catchaça, particularmente. Suas músicas se destacam pelas belas melodias e letras criativas, sempre pra cima.

Além da música, Latino tem uma vasta carreira na televisão, participando de importantes momentos da TV brasileira: já participou das novelas Kubanakan e América, além dos seriados A Diarista e Zorra Total, provavelmente a melhor série cômica brasileira ever. Além disso, mostrou toda a sua beleza nas páginas da Revista G Magazine, fazendo a alegria de milhões (por que não dizer bilhões?) de fãs pelo mundo (por que não dizer pelo universo?).

Mas, na minha modesta opinião, onde mais Latino se destaca é nas suas opiniões, sempre embasadas e com belos ensinamentos, sempre visando a construir uma sociedade melhor. Vejam, por exemplo, alguns trechos de uma entrevista para o grande jornal Diário Gaúcho, edição de sábado e domingo (21 e 22/07/2007):

Pergunta - Poligamia, uma das faixas do seu novo álbum, teria algo de autobiográfico?
Latino - Vou ser muito sincero: estou fiel, o que não significa que eu seja fiel. Entrego o meu futuro emocional, sexual e artístico(?) nas mãos de Deus. (...) Na minha opinião, ser homem e ser fiel são coisas que não combinam. (...) Da mesma forma que a gente não entende por que mulher passa horas no cabeleireiro, que elas não tentem entender por que todo o homem, de vez em quando, tem vontade de pular a cerca.

Pergunta - Você não acha Sem Noção uma música machista?
Latino - Numa pesquisa nas rádios, constatei que 80% das pessoas que pedem a música são mulheres. Então, elas devem se sentir homenageadas.

Para terminar, fiquem com as letras de Polígamo (pois é, o repórter do Diário Gaúcho errou o nome da música na entrevista...) e Sem Noção, que acho que falam por si.

5 comentários:

Thiago F.B disse...

Gostei que vc não citou os problemas da vida pessoal do cara, que são escancarados diariamente pela nossa tv. Se restringiu ao lado artista(?).
Mas pra falar das letras e opiniões que ele deu em questão...
Eu inicialmente precisaria entender o motivo de tantas garotas gostarem tanto de caras machistas ou caras que se identifiquem com o crime(tanto no vestir, quanto no falar e etc...nesse que chega a ser um estilo de vida!!!).
abraço...falooooooow.

André disse...

Bem que ele podia se chamar "Asiático" e estar a alguns continentes de distância...

luciano disse...

sem noção

Kleiton disse...

Gênio.

Antonio Duarte disse...

Por um breve momento achei que estivesse falando sério...

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