25 de out de 2007

Entre Vistas II

Ainda sobre entrevistas e jornalistas, um trecho de um texto do Arnaldo Branco, publicado na revista Ze Pereira:

Quem já passou pela experiência quase lisérgica de ser entrevistado sabe do que estou falando. Não existe técnica em nenhum estúdio de gravação que consiga o efeito de distorção da fala de que um jornalista é capaz. Só o despreparo não pode explicar a total mudança de sentido de uma frase depois de processada pelo cérebro de um repórter - os caras devem captar outra frequência, como os cachorros.
A diversidade de idéias costuma confundir nossos bravos operários da palavra, que preferem suas próprias versões do fato não importa o quanto você tente oferecer a sua, e apesar do pequeno detalhe de ser você o entrevistado. Mas é recomendável não se queixar, porque se indispor com um deles é desafiar um esprit du corps só comparável ao que eles costumam denunciar no Senado e na Câmara.

2 comentários:

Ana disse...

Amore, coloca alguma coisa nova ae...
Baci

Thiago F.B disse...

Definitivamente o jornalismo é um trabalho complexo por isso...
Porque vivemos as mesmas situações mas as sentimos de forma diferente.
Na hora de transcrever em texto ou imagem, nem sempre o jornalista consegue passar ou captar a mesma mensagem do entrevistado, por exemplo. Cláro que temos bons e máus profissionais...vide exemplos citados aqui mesmo em posts anteriores.
O que cabe à nós é relevar apenas os fatos e criarmos em cima disso nossas próprias idéias sobre o assunto.
abraço...Falooooooow.

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