7 de mai de 2008

O Nevoeiro (II)

The Mist (que aqui no Brasil vai ser lançado como O Nevoeiro) continua dando pano pra manga. Neste link, um ótimo texto que reflete um pouco a questão da necessidade do ser humano em se agarrar a algo para tentar manter a "normalidade" aparentemente a ele inerente, a partir do ponto de vista do filme. E mais: ele propõe, de maneira discreta, que pensemos a respeito de como nós criamos, ao longo dos séculos, mecanismos de "auto-proteção" para impedir que as coisas saiam do normal. Dentre eles, o mais óbvio parece justamente ser a religião. Afinal, sempre que tentamos explicar algo que foge da nossa compreensão, a resposta mais fácil parece ser a religiosa. Isso funciona com a morte, o nascimento, etc., e também com insetos gigantes vindos junto com um nevoeiro e que tentam te matar. Enfim, divirtam-se com a leitura.

4 comentários:

luciano disse...

Tenho a impressão que tu tens uma visão muito funcionalista de religião.

Débora Vogt disse...

Sabe o que isso me lembra?O texto do Gauchet de História Antiga I, a Divida do Sentido. Ou seja, a necessidade de dar um sentido para a vida além do que ela é materialmente. A tal Clausula Cognitiva que faz com que o ser humano entenda-se e aceite as advesidades dando um sentido transcendente para elas. No entanto, como diria a Weber, a realidade "material" é frouxa, não responde todos os nossos questionamentos acerca da existência. O certo é que em nossa sociedade, com toda tecnologia, há ainda o crescimento das religiões e através delas, talvez, a busca de um sentido para a vida.

André disse...

Baixei o filme, acabo de ver. Pesado pacas. Frank Darabont e Stephen King não tem pena de suas personagens.

Anônimo disse...

Bosta de filme, dialogos lentos e enfadonhos, final totalmente previsível. Fazer algo criativo virou sinônimo de todos sifu? Em que pese que as atuações foram ótimas, em especial a fanática chata e excluindo o garotinho chato.

Creative Commons License

Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons.