28 de out. de 2009
23 de out. de 2009
Coisas que influenciam a Humanidade (pelo menos a minha)
SEMPRE que eu ando na rua calçando tênis, o cadarço se desamarra com facilidade. Tenho que amarrá-los duplamente para evitar que isso aconteça. Pergunta:
- Seria por causa do meu jeito de caminhar?
- Seria por causa da confecção moderna dos cadarços, feitos de um material porcaria que não fica preso com apenas um nó?
- Seria pela minha inabilidade em conseguir amarrar um cadarço como uma pessoa normal?
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Eu mesmo
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Criacionistas, agora eles estão vindo pegar suas crianças
Este seria um grande empreendimento que tomaria muito tempo, concentração e dedicação. Ainda assim você encontraria o seu tempo continuamente prejudicado, a atenção da sua classe distraída, pelos latidos de uma matilha de ignoramuses (que como professor de latim você entenderia que seria o jeito certo de declinar ignorami) [1] que, com apoio político e especialmente financeiro, espalham aos quatro ventos que os romanos nunca existiram. Que nunca houve um Império Romano. Que o mundo inteiro veio a existir apenas um pouco antes do tempo de que temos memória. Que o espanhol, o italiano, o francês, o português, o catalão, o ocittânico e o romanche, todas essas línguas e os dialetos que as constituem surgiram espontânea e separadamente, e que nada devem a um ancestral chamado latim.
Ao invés de devotar toda a sua atenção para a nobre vocação de ser um erudito e professor, você é obrigado a investir parte do seu tempo e energia para a retrógrada defesa do pressuposto de que os romanos realmente existiram: uma defesa contra a exibição de um preconceito ignóbil que poderia fazê-lo chorar caso você não estivesse tão ocupado lutando contra ele.
Se a minha analogia sobre o Professor de Latim lhe pareceu por demais irreal, aqui está um exemplo mais realista. Imagine-se um professor de história mais recente, e que as suas lições sobre a Europa do Século XX são boicotadas, impedidas ou interrompidas de outra forma por grupos bem organizados e bem financiados assim como grupos políticos musculosos de negadores do holocausto. Diferente dos meus improváveis negadores do Império Romano, os negadores do Holocausto realmente existem. Eles se expõem razoavelmente, são superficialmente preparados e adeptos do aprendizado aparente[2]. Eles recebem apoio do presidente de pelo menos um grande estado atual, e contam com o apoio de pelo menos um bispo da Igreja Católica. Imagine que, como professor de História da Europa, você é continuamente encarado com exigências beligerantes tais como a de “ensinar a controvérsia” e a dar “tempos iguais” para a “teoria alternativa” de que o Holocausto nunca aconteceu e que foi inventado por um bando de farsários sionistas.
Os adeptos da moda do relativismo intelectual seguem o rastro afirmando que não existe verdade absoluta: que acreditar que o Holocausto aconteceu ou não é uma questão de crença pessoal, que ambos os pontos de vista são igualmente válidos e, portanto, devem ser igualmente “respeitados”.
Este é apenas o início de mais um grande texto de Richard Dawkins, sobre o mesmo assunto de duas postagens atrás. É grande, mas vale muito a pena ler tudo.
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Os comentários voltaram. Espero que dê certo agora. Torçamos...
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A Origem da Estupidez
Veja bem, a questão não é ensinar o Criacionismo nas aulas de Religião - o que deveria ser o seu lugar (na minha opinião, nem deveria ser ali, mas...). É ensiná-lo nas aulas de Biologia e História, subvertendo completamente teorias científicas e fatos comprovados cientificamente para que UMA das MUITAS versões religiosas sobre a criação do mundo seja ensinada.
Talvez não sintamos tanto isso aqui no Brasil, país eminentemente católico e de uma passividade e tolerância religiosas que beiram a preguiça - no melhor dos sentidos, certo? Errado. Em 2004, a governadora do Rio de Janeiro, Rosinha Garotinho, tentou implementar aulas de religião criacionistas nas escolas da rede pública do estado, mas o projeto não vingou (graças a Deus?). Mas em várias escolas particulares, as coisas estão piores. Várias escolas no Brasil já fazem isso, ou no mínimo ensinam a Teoria da Evolução E o Criacionismo, lado a lado, nas aulas de Biologia. E não são escolas quaisquer; tratam-se de escolas do calibre do Colégio Presbiteriano Mackenzie e do Colégio Batista Brasileiro, ambas de São Paulo.
A postagem já está ficando longa e outro dia eu escrevo mais sobre as implicações que uma barbaridade dessa tem para a humanidade em geral, apesar de ter certeza que os poucos leitores deste blog já devem saber. O que eu queria falar realmente é que, no dia 19 de novembro, criacionistas distribuirão cópias de "A Origem das Espécies" nos EUA com um prefácio de 50 páginas com bullshits religiosas. Saibam mais no vídeo a seguir e leia mais aqui:
“A autora do vídeo é uma romena chamada Cristina. Ela critica a iniciativa de Kirk Cameron e Ray Comfort de distribuir exemplares de “A Origem das Espécies”, de Darwin, com uma introdução de 50 páginas, expondo a visão dos criacionistas sobre o assunto”.
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13 de out. de 2009
Novo fenômeno?
O filme conta a história de um casal que recém se muda para uma casa em que coisas suspeitas acontecem, o que os leva a colocar câmeras para vigiar o ambiente e descobrir se trata-se de uma casa mal-assombrada.
Além de utilizar a câmera em primeira pessoa (assim como Bruxa de Blair e [REC]), Paranormal Activity ainda guarda mais uma semelhança com eles: o seu marketing. Nos EUA está rolando uma campanha para que mais cinemas passem o filme, o que obviamente aumenta o boca-a-boca e o disse-me-disse em torno dele. Mas o que mais me chamou a atenção foi um dos trailers do filme, utilizando a mesma ideia usada em [REC]: filmar as reações da plateia. O resultado vocês veem abaixo:
Será que todo esse hype se justifica? É o que veremos a partir de 4 de dezembro, quando ele deve estrear por aqui.
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