14 de fev. de 2008
11 de fev. de 2008
Coldplay - The Scientist
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7 de fev. de 2008
A situação da educação (parte III - os pais)
Dando continuidade à série, agora parto para os pais:
Os alunos não têm toda a responsabilidade nessa história: os seus pais também colaboram para essa situação. Ao mandarem seus filhos para a escola tendo em mente que é dela a responsabilidade pela educação deles, os pais estão transferindo parte da sua obrigação a uma instituição que não tem condições de tal tarefa. Isso faz com que as crianças sejam “educadas” principalmente pela televisão e venham para as aulas sem qualquer senso de responsabilidade ou de respeito à autoridade dos professores.
Isso sem falar na influência da televisão na sexualidade precoce dos alunos, transparente na minha sala de aula com alunas desde os 11 anos. Além disso, o fato de hoje em dia pai e mãe terem que trabalhar faz com que não haja nenhum acompanhamento em relação ao que o filho está aprendendo, ou aos temas que são dados e que deveriam ser respondidos. Nas vezes em que passei tema, apenas 4 alunos de uma turma de 33 faziam a lição.
É preciso que os pais vejam a escola como o que ela é: um local para seu filho aprender a conviver em sociedade e para ganhar conhecimentos que lhe serão fundamentais, de um jeito ou de outro, para uma vida mais cômoda e interessante. É preciso dar aos filhos a dimensão exata da escola como um local de oportunidades que lhe ajudarão, se não no momento, num futuro próximo. "Pra que servem os logaritmos?", perguntam alunos curiosos. Muitos pais não têm idéia do que responder. Infelizmente, esses comportamentos provavelmente serão repetidos na próxima geração com os filhos dos meus alunos.
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MD Recomenda: Milan Kundera
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3 de fev. de 2008
São Paulo II
- Clima: graças ao Papai do Céu aqui não faz o mesmo calor que em Porto Alegre no verão. Em São Paulo a temperatura não costuma passar muito de trinta graus e chove quase todo dia, uns cinco minutos que seja. Ainda sobre o clima, alguns paulistas perguntam se eu não estou sentindo muito o calor daqui. Eles acham que em Porto Alegre é frio o ano inteiro, chega até a ser engraçado.
- Jornais: o único jornal que eu li até agora, a Folha de São Paulo, não é muito diferente da Zero Hora em conteúdo, à exceção de umas revistas (literalmente) que saem encartadas em alguns dias da semana. Só que ler esse jornal, com o dobro do tamanho da ZH, não é tarefa das mais fáceis: eu imagino ser humanemente impossível ler no ônibus, por exemplo.
- Ônibus: eu ia falar de uma só vez de todos os meios de transporte, mas como existem grandes especificidades entre eles decidi separá-los. Os ônibus daqui não são muito diferentes dos de Poa: de modo geral, para os bairros de perfeiria são destinados os modelos mais antigos e, para os bairros de classe media e alta, os ônibus mais modernos. Peguei um que tinha quatro portas e dois lugares para cadeirantes, o que deixava o carro com uma lotação inferior aos dos de Porto Alegre. Como a população paulista é muito maior, se não houver ônibus com uma freqüência muito grande acho que deve haver superlotações nos coletivos. Ainda não vi nenhum com ar-condicionado.
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31 de jan. de 2008
Sobre a Veja
Primeiro, para demonstrar que, com a Internet, cessou o predomínio das grandes publicações. É possível, mesmo sem ter um grande órgão da imprensa tradicional por trás, mobilizar pessoas para esse trabalho cooperativo, de disseminar informações. É o verdadeiro trabalho em rede, no qual – graças à Internet – cada pessoa dá sua colaboração, pegando as informações e levando para seus círculos de conhecidos.
Segundo, para que essa rede, formada nesse período, ajude a dar visibilidade a essas reportagens que passo a publicar.
Não será um desafio fácil. Estaremos enfrentando o esquema mais barra-pesada que apareceu na imprensa brasileira nas últimas décadas. E montado em cima de um tanque de guerra: uma publicação com mais de um milhão de exemplares.
Tenho convicção de que a força do jornalismo e do trabalho em rede permitirão decifrar o enigma Veja. Para tanto, conto com a mobilização de todos vocês. Não se trata mais de um mero exercício esportivo de aquecer uma eleição de Blog. Trata-se, agora, de uma questão nacional que, tenho certeza, ajudará a reabilitar o exercício do jornalismo, mesmo na grande imprensa.
O macartismo e o jornalismo de negócios
O maior fenômeno de anti-jornalismo dos últimos anos foi o que ocorreu com a revista Veja. Gradativamente, o maior semanário brasileiro foi se transformando em um pasquim sem compromisso com o jornalismo, recorrendo a ataques desqualificadores contra quem atravessasse seu caminho, envolvendo-se em guerras comerciais e aceitando que suas páginas e sites abrigassem matérias e colunas do mais puro esgoto jornalístico.
Para entender o que se passou com a revista nesse período, é necessário juntar um conjunto de peças.
O primeiro, são as mudanças estruturais que a mídia vem atravessando em todo mundo.
O segundo, a maneira como esses processos se refletiram na crise política brasileira e nas grandes disputas empresariais, à partir do advento dos banqueiros de negócio que sobem à cena política e econômica na última década.
Longo, porém esclarecedor - de certa forma. Escrito por Luis Nassif. Cliquem no link.
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30 de jan. de 2008
São Paulo
Bom, a essa altura todo mundo sabe que o motivo das poucas postagens esse mês é a minha mudança para São Paulo. Por isso, nada melhor do que retomar o ritmo antigo do blog começando uma série de impressões de um gaúcho na Terra da Garoa. Vou iniciar a série com pequenos comentários sobre o que foram, literalmente, as minhas primeiras impressões daqui. Já peço desculpas antecipadas se alguma coisa aqui soar óbvia para alguns, mas eu nunca havia morado fora de Porto Alegre na minha vida. Aguardem, amanhã tem mais... ;)
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12 de jan. de 2008
Planeta Terror
Um crítico americano escreveu, quando do lançamento de Grindhouse, que ele teve a impressão de que, enquanto Tarantino filmou seu segmento como alguém que realmente freqüentou essas salas de cinema, Rodriguez filmou como alguém que apenas ouviu falar desses filmes. Não sei quanto À Prova de Morte, mas em relação a Planeta Terror a sensação que eu tive foi exatamente essa.
Gosto de filmes "B". Toscamente falando (me perdoem o trocadilho), o filme B é, antes de mais nada, tosco, com baixo orçamento, poucos recursos, atores desconhecidos e que normalmente trata de assuntos de ficção científica ou todos os gêneros do terror/horror. Graças aos parcos recursos, às vezes assistimos a grandes invenções e exercícios de estilo nessas películas. Outras vezes, o filme é tão ruim que se torna bom - estão aí os filmes do Ed Wood que não me deixam mentir. Eu mesmo tenho uma pequena "coleção" de filmes B (dentre os quais O Ataque dos Tomates Assassinos e The Gingerdead Man, tosquíssimos), portanto acredito que conheça um pouco o universo que Robert Rodriguez quis homenagear.
Pois bem, em primeiro lugar, os elogios. Planeta Terror apresenta, principalmente no seu primeiro ato, vários elementos de grindhouses que são muito bem utilizados, quase caricaturais: temos a gostosa explorada por ângulos generosos de câmera; um fiapo de história que leva ao surgimento dos "zumbis"; e as mortes cheias de sangue e gore. Além disso, a apresentação dos personagens é muito bem conduzida, particularmente a do Dr. Willian Block (Josh Brolin). Por último, existe um clima de homenagem meio humorístico que muitas vezes funciona.
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10 de jan. de 2008
Rambo turco
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Explicações
Pessoas, para quem não sabe, me mudei para São Paulo. Essa notícia é para explicar o atraso nas atualizações do blog, visto que o processo de mudança se deu nos últimos dias de 2007. Depois de muitas coisas resolvidas - e umas 212 ainda não resolvidas -, finalmente consegui um tempo para postar essa pequena justificativa. Peço desculpas pelo atraso e desde já prometo que 2008 será recheado de postagens. Porém, no momento, peço um pouco de paciência, tá? Se der, ainda hoje eu posto pelo menos um vídeo...
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