14 de fev. de 2007

C***lho!!!

Mais uma da série C***lho!!!. Percebam o detalhe da data da foto e cliquem nela para conferir a notícia pessoalmente.

13 de fev. de 2007

C***lho!!!

Vejam cenas desses dois filmes de luta e me respondam: qual é o mais c***lho!!!?

A primeira cena é do filme Lik Wong, de 1991, que nos EUA se chamou Story of Ricky. É um filme de luta gore, muito gore. Como exemplo, na última cena do filme foi usado tanto sangue que o ator principal levou três dias para tirá-lo do seu corpo! A cena de luta tem detalhes muito particulares - a seqüência do olho seguido dos pássaros é divina! Mas o melhor eles guardaram para o final do vídeo: um ultragolpe que usa o raio-x para que possamos acompanhar as extensões dos danos causados por ele! Além de gore, o filme é muito tosco - ou não estaria aqui, na seção C***lho!!!.



A segunda cena pertence ao filme Cui Hua Kuang Mo, ou Undefeatable, de 1994. Acompanhem o trecho e percebam como os atores podem ser ruins mesmo em uma cena de luta. E o que dizer das escolhas, no mínimo equivocadas, do diretor? "Ah, depois de começar a luta, você olha para seus braços e rasga sua camisa", ele deve ter falado, virando-se para o mocinho. "E você também - que genial!", falando com o bandido com o cabelo mais duvidoso da história do cinema.



E aí, qual é o seu escolhido?

12 de fev. de 2007

Repostando...

Estava conversando esses dias com uma amiga sobre pré-conceitos e preconceitos relacionados a obras que vendem muito e mais uma vez pude perceber como há discriminação em relação a esse tipo de produção, que quase sempre não é considerada "arte". "Arte", para essas pessoas preconceituosas, só é aquilo que é obscuro, conhecido e/ou entendido por poucos, enfim, cult. Me lembrei então de um post antigo do meu velho blog, que cai como uma luva para essa questão. Como já faz tempo que foi postado, acho que vale a pena ver de novo:

Os Mais Vendidos

Existem muitas pessoas que acham que, no meio da arte, o que vende muito não é bom; bom mesmo é aquilo que é conhecido por poucas pessoas, apenas por aquelas que sabem apreciar e entender determinados artistas - que passam a ser chamados de "cult". Isso é uma bobagem tão grande que é difícil entender como pessoas que se consideram "inteligentes" ou "cultas" continuam a fazer disso uma regra nas suas vidas. Aliás, esse post é em homenagem a um professor de literatura da UFRGS que pediu aos seus alunos para fazerem uma resenha de algum livro que leram, mas que não poderia ser "desses que vendem muito, tipo o 'Código Da Vinci'", e sim um "tipo 'O Nome da Rosa'". Veja bem amigo, além de você ser um idiota, está ajudando a proliferar esse tipo de idiotice intelectualóde e elitista. Porque é isso que esse tipo de pensamento representa: uma tentativa de parecer intelectual e um esforço em tentar diferenciar-se da cultura "popular", colocando-a em um nível menor do que o "cult". O conceito de cult, como qualquer outro conceito, é uma construção. O cult é tão construído, tão não-natural quanto o que é "sucesso" ou "popular". Eu nem vou entrar no mérito de que gosto é relativo, apesar de isso já bastar para encerrar o assunto. Porém, a questão é mais embaixo: todo mundo tem o direito de achar algo bom ou ruim, mas não deveria usar a quantidade de vendas como parâmetro. Prefiro mostrar alguns exemplos de como nem sempre as coisas são como aparentam ser.

Começando pela música, qual é a banda considerada pelos "entendidos" como a melhor de todos os tempos? Os Beatles, né? Porém, nos anos 60 eles eram a coisa mais pop que existia na face da Terra, a ponto de alguém escrever que eles foram os Backstreet Boys da década de 60, o que não é tão exagerado assim... Além disso, são a única banda/artista da história da música que tem seis discos de diamante (mais de 10 milhões de cópias vendidas)! O duplo "The Beatles" (de 1968, conhecido também como "Álbum Branco") já vendeu mais de 19 milhões de cópias; as compilações "The Beatles 1967-1970" e "The Beatles 1962-1966" (ambas de 1973), venderam respectivamente 16 e 15 milhões de discos; "Abbey Road", de 1969, já passou dos 12 milhões; "Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band", de 1967, já vendeu mais de 11 milhões; a coletânea "1", de 2000, alcançou a impressionante marca de 10 milhões de discos em 2004. "Ah, mas Beatles é banda pop!", alguém pode pensar. "Quero ver um exemplo do rock'n roll!" O Led Zeppelin tem cinco discos de diamante...

Na literatura a coisa não é muito diferente. "Dom Quixote", de Cervantes, foi eleito por cem escritores de 54 países numa pesquisa do conceituado Clube do Livro da Noruega a melhor obra de ficção de todos os tempos. Porém, ele continua na lista dos mais vendidos em dezenas de países, sendo o segundo livro mais editado até hoje, perdendo só para a Bíblia. Mas justamente o melhor exemplo é sugestão do pseudo-mestre em Literatura da UFRGS: "O Nome da Rosa". Quando o livro foi publicado, em 1980, tornou-se rapidamente um dos maiores fenômenos editoriais das últimas décadas. Demorou apenas um ano para alcançar a marca de dois milhões de exemplares vendidos, somando hoje mais de 20 milhões em vendas. Recentemente a Folha de São Paulo colocou o livro na coleção da Biblioteca Folha, fazendo com que as vendas da edição daquele dia aumentassem em mais de 30%. Poderia ainda citar os exemplos da Lya Luft e dos Veríssimos (Érico e Luis Fernando), mas não vou me alongar muito.

Talvez no cinema seja mais difícil de achar exemplos, mas eles não faltam: entre os diretores mais aclamados, vários "blockbusters": Francis Ford Coppola, Steven Spielberg, Roman Polanski, até o David Lynch (com a série Twin Peaks) já foram vistos por milhões de pessoas.

Chega de dar exemplos. O que eu quero dizer é que podemos gostar do que nós quisermos, podemos achar ruim o que der na telha, mas temos que evitar sermos pedantes e/ou preconceituosos. Não se pode rechaçar uma obra simplesmente pela vendagem que ela alcançou, sem ao menos tê-la visto, ouvido ou provado; há muito se esqueceu que muitas vezes a vendagem é tão somente conseqüência da qualidade do produto. A grande maioria das pessoas que criticam o Paulo Coelho nunca leram sequer uma linha dele; alguns até já leram "Ulisses", de Joyce, e fingem que entenderam e gostaram para manterem-se no grupinho fechado dos cult. Não deveria ser por aí. Todos deveriam ter a liberdade de citar as coisas que gostam sem serem tachados de ignorantes ou similares e não terem de citar as mesmas obras sempre, com o intuito de parecerem inteligentes.

9 de fev. de 2007

Versão 1.2

Inauguro uma nova cara para o blog, talvez mais condizente com o mesmo. O objetivo era deixá-lo mais limpo - ou como se diz em bom português, mais clean -, fazendo dele uma página em branco na qual eu fosse colocando as informações. Ou como se fosse uma moldura em que eu pudesse expor algo. Enfim, espero que gostem. De qualquer modo, aceito sugestões.

Malvados forever

André Dahmer, sempre genial...

8 de fev. de 2007

"C***lho...!!!"

Estréia hoje a mais nova série do Moldura Digital: C***lho!!!. Ela versará sobre aquelas coisas, digamos, diferentes da vida que quando a gente olha só pensa em dizer uma palavra: C***lho!!!

Iniciaremos hoje com uma pérola do kung-fu: Tian can di que (1979), ou The Crippled Masters, filme de Taiwan que conta uma história no mínimo curiosa: dois jovens guerreiros são acusados de traição e têm seus membros brutalmente arrancados - um deles perde os braços e o outro as pernas. Daí um velho mestre em artes marciais - sempre ele - os mostra como combinar suas forças para criar uma máquina assassina, disposta apenas a destruir o homem que os tornou... Mestres Aleijados - o nome do filme, aliás.

Bizarro é pouco: veja com seus próprios olhos, em uma espécie de trailer, os aleijados lutando em busca de vingança!!


7 de fev. de 2007

Rio Body Count

Excelente iniciativa do excelente André Dahmer, Rio Body Count é baseado em uma iniciativa parecida no Iraque: contar o número de vítimas da guerra civil. Sim, porque se você não sabe, o Rio passa por uma guerra civil há tempos, e há tempos ela vem sendo minimizada por inúmeros setores da sociedade por inúmeras razões - e o Pan 2007 é só a mais recente.

O próprio Dahmer explica um pouco a sua lógica:

Aqui no Rio, cada vez mais a imprensa e a opinião pública clama por leis mais rigorosas, por redução da maioridade penal, por pena de morte... estes sintomas da guerra mesmo.

Eu, particularmente, não me interesso por uma paz vigiada e frágil, mantida por um Estado truculento. Esta paz feita por câmeras de segurança, armas e carros de guerra. Na verdade, precisamos mudar o foco da discussão e dos investimentos. Precisamos sim de uma intervenção federal. Mas não uma intervenção armada, como esta que está em vigor e como outras que foram propostas por anos. Precisamos sim é de uma intervenção social séria, uma força-tarefa de médicos, engenheiros, professores...gente capaz de redesenhar os bolsões de miséria do Rio de Janeiro, ao custo que for.


O objetivo do site está sendo cumprido: fomentar discussão e pressionar autoridades. Peço ainda aos cariocas que não se iludam: a cocaína e o tráfico de armas são apenas sintomas de uma doença. Se simplesmente sufocarmos a entrada de drogas na fronteira, teremos como resultado o aumento de roubo de carros, assaltos e sequestros, entre outros.

A indiferença e o descompromisso com os pobres é o embrião do inferno das mortes precoces e violentas de milhares de garotos que tinham muito a dar ao país. A discussão deve girar agora em torno do direito ao conhecimento, ao trabalho, aos serviços públicos básicos. Não podemos mais tolerar soluções simplistas e ineficientes, pautadas sempre na questão policial.

6 de fev. de 2007

Ah, a televisão brasileira...

O que seria da gente sem a televisão, não é mesmo? A melhor babá do mundo, a substituta dos pais, da religião, dos professores... Graças ao alto nível cultural que detém atualmente, a televisão brasileira está entre as melhores do mundo (talvez perca apenas para a japonesa... tá bom, empate técnico, e não se fala mais nisso!). Mas nada, eu disse NADA, é melhor do que um bom arranca-rabo ao vivo ou uma câmera ligada quando deveria estar desligada, não é mesmo? Abaixo alguns exemplos de como algo ruim pode ficar pior (ou algo bom ficar melhor, sei lá). E o melhor: sem intervalos comerciais!

1) Ceni x Lacombe: Milly Lacombe (quem?), comentarista do canal por assinatura Sportv, dá uma aula de ética jornalística ao dizer que Rogério Ceni, goleiro do São Paulo, teria forjado um contrato com um time da Inglaterra para forçar o São Paulo a renovar com ele por um valor maior. O programa era ao vivo e Ceni estava assistindo. Eis que o goleiro telefona para o programa e, no ar e com uma classe invejável, faz a pseudo-comentarista gagejar e tremer de medo de um futuro processo por calúnia e difamação. O melhor é vê-la negando o que havia dito há minutos. Ah, e ela já vinha perseguindo o goleiro há tempo, chamando-o de "medíocre" pra baixo.

2) Galvão x Pelé: O super chato do Galvão não agüentava mais a verborragia do Rei Pelé, que não parava de falar ao fazer seus comentários durante a Copa do Mundo de 94. Depois de uma pequena chamada, o sr. Bueno espera o rei do futebol dar uma volta e começa a falar do cara, assim, pelas costas!

3) Marcelinho Carioca x Luxemburgo: Essa é recente, aconteceu essa semana. Que o Marcelinho e o Luxa não se dão há tempo todo mundo sabe, mas o que ninguém sabia é que não dava para deixar os dois na mesma sala! "Moleque, você é um moleque! Safado!" Ha, ha, ha!





5 de fev. de 2007

Músicas do mês

Taí as duas músicas mais ouvidas no mês de janeiro por este que vos escreve:

Cardigans - For What It's Worth - Quem conhece o Cardigans só pelo hit Love Me, Love Me não sabe o que está perdendo. Banda muito boa, destaque para a voz serena da Nina Persson. Não escutava Cardigans desde o Gran Turismo (1998), mas vi o clipe dessa música numa bela manhã na MTV (quando ainda passavam clipes). Daí a conseguir o álbum e escutá-lo sem parar foi um pulo.

Pearl Jam - Can't Keep - Pearl Jam dispensa apresentação. Se você ainda não conhece, trate de conhecer ou se mude de planeta. Essa é a primeira música do oitavo disco dos caras, e tem uma linha vocal melodiosa que te faz cantarolá-la onde quer que esteja.

O homo ocidentus

A coisa é mais ou menos assim, toscamente: no início do século passado estávamos em plena Belle Époque. As mais novas invenções do homem faziam com que houvesse pelo mundo um clima de otimismo com o que viria. Esse otimismo era ajudado pelo evolucionismo, pensamento muito em voga na época e que dizia que a História da humanidade era uma evolução contínua, da barbárie até a civilização. É dessa época a art nouveau, o Impressionismo, o cinema, a física contemporânea, o avião... O ser humano ocidental (homo ocidentus) se olhava com orgulho.

Pois veio a Primeira Guerra Mundial (1914 – 1918) e tudo caiu por terra. O homem, como que acordando de um sonho bom, viu do que era capaz: até então, foi a maior guerra da história da humanidade, com o número de mortos atingindo a cifra dos milhões e cagando em cima de todas as conquistas e esperanças da Belle Époque: por exemplo, é aí que os aviões começam a ser usados para a guerra, o que viria a ser um dos motivos para o suicídio de Santos Dumont. Para piorar, veio a quebra da bolsa de Nova York em 1929 e as suas conseqüências: fome, desemprego, violência, xenofobia, etc.

O homo ocidentus mal podia acreditar ter sido o responsável por aquilo, então se agarrou a esperanças até então impensáveis. O pensamento liberal, alicerce da Belle Époque, entra em crise no mundo, ao mesmo tempo em que outras formas de pensamento tomam corpo a ponto de rivalizar com os liberais: é o caso principalmente dos fascismos europeus e do socialismo soviético. Agora temos três soluções infalíveis para o ser humano. O problema é que elas não podem conviver juntas. Vem então a Segunda Guerra Mundial e a quebra de todos os recordes negativos possíveis: número de países envolvidos, número de mortos, número de filmes podres sobre o tema... E mais uma vez o homem faz uso de suas invenções maravilhosas para esmagar seu semelhante: a bomba atômica é só um exemplo disso.

Passada a guerra, o mundo ocidental começa a pensar que só existem dois tipos de pessoas no mundo: os ocidentais, bem penteados e de barba feita, e os comunistas, aqueles que comem criancinhas. Não interessava mais se o sujeito encochava a vó no tanque da área ou se era um serial killer. Se não era comunista, era bom. Esse reducionismo gerou uma série de infortúnios ao redor do mundo (Coréia, Vietnã, o nosso próprio Brasil com os nossos magníficos militares...). A vantagem dessa dicotomia foi que a gente ainda tinha no que acreditar – no caso, no capitalismo.

Daí veio o ano de 1968 e muita coisa mudou – ao menos na superfície. Maio de 1968 quase representou uma revolução nunca vista antes, até o Partido Comunista Francês mandar todo mundo voltar ao trabalho. O que sobrou disso foi uma espécie de revolução nas idéias, e daí sobreveio o movimento que ficou conhecido como hippie. Além de fumar maconha, ficar pelado e fazer música boa, os caras acreditavam que só paz e amor eram mais do que suficientes para que o homem pudesse conviver em sociedade. De certa forma eles ajudaram para o fim da guerra do Vietnã e para o surgimento de toda uma contra-cultura que estimulou uma dialética interessante com o poder estabelecido. Uma pena que quase todos os hippies daquela época sejam hoje os maiores caretas do mundo – bem, talvez isso queira dizer alguma coisa.

O fim do socialismo na URSS e a queda do muro de Berlim significaram várias coisas para o mundo. Uma delas foi que o capitalismo não precisava mais fingir. Sem adversário, estava livre para ser, de agora em diante, o que sempre quis: selvagem. Sem outra opção sólida, palpável, como foi o socialismo que estava logo ali, o homem ocidental se rendeu de vez àquela máxima capitalista de que quem não tem dinheiro é vagabundo que não aproveita as oportunidades e que quem é rico e bem-sucedido merece cada centavo que tem por ter se dedicado.

Temos então uma nova fase de otimismo no mundo ocidental. Nós vencemos e vendemos. O McDonald’s e a Coca-Cola estão em todo o lugar. Vivemos uma era de prosperidade nunca antes vista. E vale tudo para mantê-la e mais ainda para ampliá-la. Ao mesmo tempo, o planeta Terra parece gritar por socorro: essa prosperidade traz uma poluição e um consumo de energia nunca vistos na história, o que faz com que o planeta comece a sentir seus efeitos. Começam as primeiras matérias sobre o CFC e o efeito estuda. Ah, mas parar de produzir é dar um passo para trás, e isso é impensável no momento. Aqueles milhares de demitidos naquela fábrica, as milhões de toneladas de lixo produzidas por dia, tudo é número. Eu e você somos um número – no caso, dois números. O mundo parece ter um objetivo maior do que coisas pequenas como o meio ambiente, por exemplo.

Vem os anos 2000 e até os países que cagavam para o meio ambiente – os EUA, que não assinaram o Tratado de Kioto nos anos 90, são o melhor exemplo – começam a se preocupar. Manchetes diárias ao redor do mundo nos informam o caos que virou o clima mundial. Enchentes, secas, nevascas, temperaturas elevadíssimas, tudo assusta. E o pior é que parece ser tarde demais para voltar atrás. E agora? O que será do homem ocidental? Continuamos tocando pra frente o progresso a todo o custo e deixamos para nossos filhos ou nossos netos resolverem o problema da poluição – se é que a gente chega até lá – ou paramos, botamos a mão na cabeça, admitimos que está tudo errado e começamos de novo? Bem, com base em tudo o que acabei de escrever, confesso que fiquei preocupado...

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