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14 de mar. de 2010

Dep. Quito 1 x 1 Inter

Entretanto, se por um lado a equipe colorada apresenta atuações sofríveis, ao menos vai desenhando uma estratégia bem clara: ganhar em casa e não perder fora de casa. E Libertadores é basicamente isso. - André

O colorado conseguiu seu objetivo e saiu da altitude com um pontinho precioso. Mas tem que começar a jogar mais se quer sonhar com o bi da Libertadores. - Eu Mesmo

Lá no Imparciais, a análise imparcial do jogo de quinta-feira.

3 de mar. de 2010

Semelhanças

Post novo no Imparciais, comentando a grande conquista do Grêmio no fim de semana. Vai lá.

29 de dez. de 2009

Os bidus do futebol

Postagem nova lá no Imparciais, quase na finaleira do ano. Vai lá.

12 de nov. de 2009

Mais Imparciais

Mas é fato que a Globo se acovardou em comentar o acontecido. Logo depois, no Jornal da Globo, várias reportagens sobre o "apagão" de terça-feira, como ele fez mal para o Brasil, como a explicação do governo deve ter sido uma desculpa esfarrapada e como a Dilma deve ter a ver com isso. Mas nada sobre a OPERAÇÃO no Sport. Bem do jeito Globo de fazer jornalismo.

Nova postagem lá no Imparciais, clique aqui.

10 de nov. de 2009

Esqueci de avisar...

...que tem postagem nova no Imparciais!

28 de out. de 2009

Como motivar uma equipe (ou como fazer jornalismo de merda)

O Inter não é mais o favorito para ganhar o Campeonato Brasileiro há algum tempo, e por culpa dele mesmo. Esse mimimi a respeito da suposta "dúvida" em relação à qualidade da equipe não vem de um preconceito do centro do país, vem dos resultados pífios que a equipe vem colhendo ao longo dos últimos meses e das arrancadas de outros times.

Coluna nova no Imparciais. Clica aqui e vai.

25 de set. de 2009

Erros e roubos

Está cada vez mais difícil assistir futebol sem pensar em teorias da conspiração beneficiando um time ou prejudicando outro - principalmente no Brasil.

Saiu coluna nova no Imparciais! Clica aqui e lê.

22 de jul. de 2009

Centenário maldito

"Parece que o ano do centenário finalmente alcançou o Inter."

Só pra constar, postagens novas no Imparciais.

8 de jul. de 2009

Vai lá

Só pra avisar, tem coisa nova no Imparciais. Vai lá!

1 de jul. de 2009

Imprensa fdp

A imprensa, de modo geral, adora criar uma polêmica. Porém, ninguém vence a imprensa esportiva.

Tem coluna nova lá no Imparciais, vai lá.

25 de jun. de 2009

Imparciais

Pessoal, só pra avisar que estou com um projeto novo. Chama-se Imparciais, é composto por mim e pelo André do Cataclisma 14 e é um blog sobre um assunto muito debatido e discutido mas que, ao nosso ver, costuma ser tão mal escrito: futebol.

Nem tudo o que eu escrever lá vou postar aqui; portanto corram para lá para lerem avaliações cretinas de partidas monótonas, comentários terríveis sobre assuntos impertinentes e muitas outras barbaridades, neste blog que promete revolucionar o modo de escrever sobre futebol (tá, forcei um monte, mas mesmo assim vai lá e dá uma olhada no troço, tá?).

O link tu encontra aqui e ali do lado, nas Páginas Interessantes. E vê se bota nos favoritos, pô!

8 de mai. de 2009

Pequena constatação

Assistindo Manchester x Arsenal pela semifinal da Champions League eu percebi que a idéia das cores vermelha e azul serem opostas a ponto de não serem utilizadas pelo mesmo time é uma exclusividade gaúcha, por causa da rivalidade entre Inter e Grêmio. Afinal, o uniforme que o Manchester estava utilizando era azul em vez de vermelho (a cor do uniforme titular). Isso, de um time de vermelho jogar de azul e vice-versa, é obviamente impensável no Rio Grande do Sul - basta ver, por exemplo, a história do logo da Coca-Cola na camisa do Grêmio não ser vermelho (parece que pela primeira vez na história da empresa de refrigerantes).

Muitas vezes pensamos que o que é "normal" pra nós deve ser também para o resto do mundo, e esse é mais um exemplo disso.

28 de abr. de 2009

Fenômeno

Ronaldo, o Fenômeno. Quando recebeu esse apelido, ainda com 21 anos, ele referia-se à qualidade diferenciada do cara, à forma como ele partia para o gol, a como ele era um jogador fenomenal, principalmente para a sua idade. Pois bem, mais de quinze anos depois, o cara ainda merece esse apelido - Fenômeno. É impressionante a capacidade que ele tem de ressucitar, tal qual Jason da série Sexta-Feira 13, apesar de todas as adversidades possíveis. Vai ter força de vontade assim na p$%#@.

Como exercício de raciocínio, gostaria de pedir que vocês imaginassem, por um segundo que seja, que são o Fenômeno, com toda a sua trajetória, os êxitos, as cagadas, etc. Tá imaginando? Então vamos lá.

Lembro-me de comprar uma Placar com ele na capa, em 1995, dizendo que a sua ida para o PSV da Holanda era a negociação mais cara da história até então. E ele tinha recém dezoito anos e uma Copa do Mundo nas costas. Rapidamente virou artilheiro e ídolo na Holanda, sendo transferido em 1996 para o Barcelona, onde ganhou pela primeira vez o título de melhor jogador do mundo. Em 1997, já na Internazionale de Milão, ganhou pela segunda vez o prêmio máximo que um jogador de futebol pode conquistar. Tudo isso com apenas 21 anos.

Chegou a Copa do Mundo de 1998, Ronaldo continuava no auge e a Seleção era a grande favorita ao título. Chegou à final, mas na véspera o Fenômeno teve uma convulsão que até hoje não foi muito bem explicada - exatamente por isso, abriu brechas para várias teorias da conspiração envolvendo a CBF, a Nike e provavelmente a CIA e extraterrestres -, mas resolveu jogar mesmo assim e viu a Seleção tomar uma goleada da França na final. Viu literalmente, porque não jogou porra nenhuma naquele jogo. Depois da Copa, começou a viver um declínio; já não era mais o mesmo, era muito criticado - justamente por ter sido o que foi tão cedo, e por ter sido tão rapidamente badalado pela imprensa do mundo inteiro, e não só a imprensa esportiva. Para se ter uma idéia do sucesso mundial do Fenômeno, Ronaldo chegou a ser a personalidade mais reconhecida do mundo, ganhando até do Papa João Paulo II.

Então, em 2000, a primeira lesão séria - quando eu vejo aquela imagem, a da contusão, eu SEMPRE faço um "argh" e viro o rosto -, que o afastou dos gramados por quase um ano. Quando ele voltou, estava mal e acima do peso - é importante lembrar que ele já vinha em franca decadência pouco antes de se machucar. Foi mal na Inter, mal nas Olimpíadas de 2000 e na Copa América de 2001. Ninguém queria saber dele. A sua carreira parecia ter ido pra banha. Artigos como esse pipocavam pelo mundo inteiro. Ronaldo estava derrotado. Desacreditado. Morto.

Nessa época, pouco antes da Copa do Mundo de 2002, ele já era multiziliardário. As suas negociações, sempre bem-sucedidas, aliadas aos ótimos contratos que fez ao longo dos anos - particularmente um muito lucrativo de exclusividade com a Nike - deram-lhe todo o dinheiro que umas quatro gerações de sua família não conseguiriam gastar. Ele poderia muito bem parar por ali. Mas o cara é chato - ou, como diria uma recente propaganda ufanista, ele é brasileiro e não desiste nunca - e não parou. Luis Felipe Scolari, técnico da Seleção na época, apostou no Fenômeno em detrimento a Romário, que na época estava voando, mas aprontou umas numa concentração na Bolívia, e levou Ronaldo à sua terceira Copa - e como titular. Ninguém acreditava nele, eu torcia contra ele e contra a Seleção, de tanta raiva do esquema paternalista que parecia existir ali. E eu não era o único.

Aí o cara vai e faz oito gols em sete jogos na Copa, dois na final, vira o artilheiro daquela Copa e de lambuja ainda ajuda o Brasil a conseguir o pentacampeonato mundial, mesmo com o cabelo de Cascão que ele exibiu naquela final. Enfim, o cara dava a volta por cima. Foi o melhor do mundo naquele ano, de novo, e se transferiu para o Real Madrid, que na época estava montando uma espécie de seleção mundial - o que se convencionaria chamar de "Os Galáticos".

Na primeira temporada na Espanha, foi campeão nacional e artilheiro da competição. Porém, a partir da segunda metade de 2003, começou a alternar boas e más atuações e a se contundir seguidamente. Com essas contusões e várias noitadas, começou a engordar muito. Foi convocado para a Copa de 2006, mas com o clima de oba-oba da seleção do Parreira, chegou lá com quase 100 quilos. Mesmo assim, conseguiu fazer três gols na Copa, conseguiu não ser um péssimo jogador, comparado ao fiasco de vários outros da equipe, e ainda sagrou-se o maior artilheiro da história das Copas do Mundo. Entretanto, foi duramente criticado, principalmente por estar nessa seleção lamentável de 2006, em que tudo foi feito, menos jogar bola, e por seu peso muito, mas muito acima da média.

A partir daí, repetiu-se o que havia acontecido em 2001; Ronaldo virou alvo de muitas críticas e de piadas por causa da sua gordura, e acabou trocando o Real Madrid pelo Milan. Lá, conseguiu ajudar a equipe a se classificar para a Champions League de 2007-2008, mesmo com o Milan tendo tomado uma punição de dez pontos no início do campeonato. Além disso, descobriu-se que Ronaldo tinha um problema na glândula tireóide que o fazia aumentar de peso. Depois disso, ele novamente se reergueu, conseguindo diminuir de peso e iniciar um processo de volta ao bom futebol. Porém, ele ainda se contundia com facilidade e tinha que lutar muito contra a balança, o que o deixou afastado de muitos jogos do Milan - ele jogou apenas cerca de 25% de todos as partidas do time italiano enquanto esteve lá, mas quando jogou o fez com resultados acima da média. Enfim, ele estava lutando e parecia estar vencendo a luta, novamente, com muito esforço.

Aí, no início de 2008, Ronaldo teve mais uma lesão gravíssima no joelho, parecida com a de 2000. O Milan rescindiu o contrato com ele e Ronaldo voltou ao Brasil, desempregado, para se tratar. Parecia que agora já era. Não tinha mais jeito. Os Deuses do Futebol estavam conspirando contra o cara: "Chega, Ronaldo. Tu já tem dinheiro e fama, já escreveu teu nome na história do futebol. Não precisa fazer mais nada, não precisa provar mais nada pra ninguém". Mas, novamente, ele tentou. E, tal qual Jason Voorhees, tentava ressucitar para mais um capítulo da série de sua vida.

Foi para o Flamengo, não como jogador, mas para treinar e se recuperar da cirurgia. Mais uma vez, ficou muito acima do peso e, para piorar, se envolveu em muitos escândalos do tipo "WTF??" em questão de poucos meses: engravidou e noivou com uma modelo, para em seguida ser flagrado com três travestis (?) no Rio de Janeiro (ele alegou ter "se enganado", achando que eram mulheres) e terminar com a noiva, não sem antes ter se envolvido em uma briga com o cunhado em uma festa de aniversário. Enfim, elementos que são o prelúdio de fim de carreira mesmo, e daquelas que o cara tenta manter mas que só vai se atrofiando cada vez mais. Para piorar, foram publicadas umas fotos no final do ano mostrando Ronaldo muito, mas muito gordo mesmo, quase um Maradona. Mas Ronaldo é brasileiro, não desiste nunca.

Em 9 de dezembro de 2008, o Corinthians surpreendou a todos - principalmente o Flamengo, que queria ter ficado com o craque - anunciando que Ronaldo era jogador do clube. Todo mundo desconfiou que o Timão estava fazendo merda. Afinal, era um contrato de risco, com dinheiro que o clube não tinha, mas dizia que iria buscar por meio de patrocínios que viriam por conta da imagem do Fenômeno. Resumindo, parecia uma idéia muito idiota. O ano começou, o Corinthians começou a jogar e nada de Ronaldo nem de patrocínio. Três meses (?) se passaram sem Ronaldo ou patrocínio, e parecia que a idéia de jerico dos caras ia mesmo afundar, quando Mano Menezes decide colocar o homem pra jogar. Na sua segunda partida, contra o maior rival - o Palmeiras - Ronaldo salva seu time da derrota no último minuto, com um gol de cabeça. A partir daí, os patrocinadores aparecem, Ronaldo começa a jogar partidas inteiras, perder peso e fazer muitos gols. Isso tudo até chegarmos à partida do último fim de semana, quando ele acabou com o jogo tocando meia dúzia de vezes na bola e marcando dois golaços, o primeiro com uma matada de bola improvável e o segundo com uma bola por cima do goleiro, de esquerda e depois de ter fintado o marcador com uma facilidade impressionante.

Depois de imaginar ser Ronaldo e passar por tudo isso, me responda: você continuaria tentando, depois de tudo o que aconteceu? Escrevo isso pra dizer que a história de Ronaldo é digna de um filme - ou de um livro de auto-ajuda, depende do público. Eu, que nunca fui muito fã dele, que sempre fui incrédulo a respeito das suas recuperações, tenho que admitir: o cara me emocionou. Mesmo que ele não faça mais nada no futebol, ele já escreveu seu nome na história não só como o ótimo jogador que é, mas como um ser humano com uma capacidade de recuperação e uma força de vontade impressionantes. Porque, além das dificuldades físicas de ter passado por várias cirurgias complicadas no joelho - só para mal comparar, recentemente eu rompi um ligamento do joelho e tive que operá-lo, então posso dizer que é MESMO uma merda todo esse processo, a cirurgia, a recuperação, etc. -, Ronaldo foi exposto ao ridículo várias vezes (muitas vezes por culpa dele mesmo), foi alvo de fofocas, de artigos que o humilharam, de interesseiros, de comentaristas esportivos de nível duvidoso... Enfim, ele tinha todos os motivos para desistir de jogar; afinal, como falei antes, já tinha dinheiro, fama e nome suficientes para tal. Mas não. Ele lutou, ele foi atrás - e conseguiu. Nem as propagandas de cerveja que ele insiste em fazer ou outras eventuais merdas vão apagar isso. Ele ultrapassou os limites do futebol, ele virou um exemplo de superação, um exemplo de vida.

Depois de tudo, esse ano vou torcer para o Colorado em primeiro lugar - claro -, e depois para o Ronaldo. Ele merece. Ele é um fenômeno.

27 de abr. de 2009

Comentários Maiores - Cagadas gremistas

Com vocês, um comentário que eu fiz no Cão Uivador a respeito desta postagem, sobre a "novela tricolor" para conseguir um novo técnico:

Cara, na minha modesta opinião, várias foram as cagadas da direção gremista. Começou lá atrás, quando demitiram o Mancini do nada. Olha onde ele está agora - depois de ter sido campeão da Copa do Brasil com o Paulista, o que para o Grêmio parecia ter sido um lance de sorte, pegou um Santos desacreditado e o colocou na final do Campeonato Paulista, o estadual mais difícil do Brasil.

Depois, renovaram com o Roth por essa pequena fortuna que tu citou - não digo que o técnico deveria ser trocado, apenas que a direção não deveria ter dado um aumento tão significativo pra ele. Por último, a demissão do Roth, por causa da campanha no Gaúchão - que parece ter importância apenas conveniente para o Grêmio -, sendo que ele deixou o Grêmio quando o time estava em primeiro na Libertadores. Agora, o time provavelmente vai terminar o primeiro turno em primeiro na classificação geral (por conta muito mais do grupeco em que entrou do que por mérito do técnico interino) e vai parecer que a direção fez a coisa certa.

Não sei não, mas o tempo vai cobrar essas - e outras - cagadas da direção gremista…

22 de abr. de 2009

Inter e os falsos favoritismos

Parabéns Internacional de Porto Alegre, campeão gaúcho invicto, mesmo com três Gre-Nais. Dito isso, vamos aos fatos:

Pena os estaduais não serem parâmetro para coisa alguma. É sempre assim: um time de algum estado destaca-se no seu respectivo campeonato estadual, enchendo os olhos dos comentaristas e da torcida. Aí, chega o Brasileirão, a Copa do Brasil, a Libertadores ou qualquer torneio que tenha pelo menos algum nível decente de competitividade para a realidade vir à tona: em uma escala estadual, aquela equipe era o máximo. Porém, ao se ver junto com equipes um pouco mais qualificadas, vê-se que ela não jogava aquela bola toda.

Exemplos não faltam, mesmo nesse ano: o Palmeiras era apontado, no início do Campeonato Paulista, como uma máquina, um time muito bem encaixado que maravilhava quem o assistia. Pois bem, nem bem começou a Libertadores e o time tomou saraivada atrás de saraivada, até acordar e começar a tentar lutar pela vaga no seu grupo - de forma muito tosca, nem de longe lembrando a ilusão coletiva que causou no início do ano.

O Grêmio, ao contrário, vai de vento em popa na Libertadores, apesar de ter tomado seguidas tundas no Gauchão. Porém, aí o efeito ilusório também se faz presente: o seu grupo na Libertadores é, pra dizer pouco, medonho, e o fato é que apenas quando o Grêmio pegar um time mais ou menos na competição é que poderemos ver até onde pode chegar - porque, nunca é demais lembrar, não ganhou nenhum jogo que disputou no ano contra o único time de ponta que enfrentou: o Colorado, vejam só.

Nem vou falar do Cruzeiro, Sport, Flamengo, etc., promessas que há alguns anos vêm apenas servindo para serem... promessas, ganhando apenas títulos estaduais. Ou de jogadores como Diego Tardelli, Keirrisson, Obina, Maicossuel e outros que, além de compartilharem nomes horrorosos partilham da mesma expectativa dos seus torcedores de que podem chegar facilmente à Seleção Brasileira.

E é com o Inter que terminarei essa postagem; no ano passado, vencemos o Gaúchão com uma goleada vistosa sobre uma equipe ainda na série A do Brasileiro (Inter 8 x 1 Juventude). Pois bem, ficamos só nesse título até o último quarto do ano, quando o time finalmente se encaixou e conseguiu vencer a Copa Sul-Americana - ótimo título, aquele de deu ao Inter a alcunha de "Campeão de tudo", mas que eu trocaria fácil fácil pelo título brasileiro. E, em 2009, a história se repete, de forma até melhor - a mesma goleada na final (8 x 1, desta vez contra uma equipe da Série C). Porém, a única derrota da equipe no ano se deu contra uma equipe quase inexistente na Copa do Brasil, que garantiu o segundo jogo - em que o Inter passou com as calças na mão, é bom que se lembre disso. Além disso, não conseguiu ganhar por mais de dois gols do fortíssimo Guarani, recém rebaixado para a 2ª divisão do Paulista.

Não estou dizendo com isso que o Inter é fraco, não vai vencer nada, etc. Apenas gostaria de ver mais resultados e menos empolgação entre os clubes e as torcidas. Até é possível que o Grêmio vença a Libertadores, o Inter vença a Copa do Brasil e o Brasileirão (báááá) e o Diego Tardelli seja o artilheiro disparado do Campeonato Brasileiro. Mas, até chegar esse momento, o tudo terá de ser provado dentro das quatro linhas. Até porque, por exemplo, o São Paulo não ganhou o Paulista nos últimos três anos, exatamente o período em que foi tricampeão brasileiro.

16 de abr. de 2009

White Arnald

Arnaldo Branco desta semana. Imperdível.

14 de abr. de 2009

Carlos Simon x Eduardo "Peninha" Bueno

Texto que eu extraí integralmente do excelente Blog do Juca, e de onde pode-se tirar uma série de discussões a respeito de arbitragens e sua aura imaculada, liberdade de expressão, erros humanos ou falhas propositais, enfim, muita conversa de bar:

Em seu livro "Grêmio: Nada pode ser maior", o escritor Eduardo Bueno, o Peninha, escreveu, no tom jocoso que caracteriza quase todo o livro, que tem até uma homenagem aos brucutus, em sua primeira linha, que "Futebol-arte, todo mundo sabe, é coisa de veado".


Escreveu, também, que o assoprador de apito Carlos Eugênio Simon fazia parte da "infame estirpe dos juízes que surrupiaram o Grêmio". Por isso foi processado. E perdeu. O que o levou a distribuir o texto abaixo:

Por EDUARDO "PENINHA" BUENO

Depois de quase dois anos de trâmites, o processo que o apitador Carlos Simon moveu contra mim encerrou-se, em primeira instância, nessa última "quinta-feira santa".

Fomos, a editora Ediouro, que publicou o livro "Grêmio: Nada pode ser maior", de minha autoria, e eu próprio, condenados a pagar cerca de R$ 15 mil ao referido apitador.

Não sei ainda qual a opinião da editora, mas estou enviando esse email para revelar, de público, que, embora ainda caiba recurso, faço questão de "desembolsar" a supracitada quantia, já que considero quase um galhardão, um prêmio, um presente ser processado por alguém da estatura e do currículo de Carlos Simon.

Por vários motivos:

1) Porque tenho a esperança de que o referido profissional use o dinheiro para fazer cursinhos de atualização em arbitragem, de forma que passe a errar menos, em especial contra o Grêmio;

2) Porque me inspirou para escrever o livro "Os erros de Carlos Simon", que será lançado em breve, com a disposição altruísta de que a rememoração do extenso rol de suas falhas o leve aprimorar-se em sua profissão e não marcar mais impedimento em cobrança de lateral;

3) Porque descobri que Ricardo Teixeira e a Comissão de Arbitragem da CBF– que eu desconhecia serem letrados – leram (oh, espanto!) meu livro "Grêmio: Nada pode ser maior".
Como costumo tratar bem meus leitores, vou enviar-lhes um exemplar da nova obra . Enviarei um também para a Confederação de Futebol de Gana, onde Simon é muito admirado;

4) Porque o caso me inspirou a criar um site, errosdesimon.com. aberto à atualizações do público em geral, já que o livro não conseguirá acompanhar a rapidez com que o panorama se modifica;

5) Porque vou reescrever o livro "Grêmio: Nada pode ser maior", extraindo a frase capada pela justiça e, no lugar dela, acrescentar um apêndice com todos os erros do supracitado árbitro contra o Grêmio – sempre na tentativa de que ele se aprimore. O livro já vendeu 23 mil exemplares, mas sei que a torcida do Grêmio comprará muito mais da nova edição;

6) Porque disposto a ajudá-lo a se aprimorar também na profissão de jornalista – que diz exercer, embora eu nunca tenha lido nem mesmo a frase "Ivo viu a uva" escrita por ele -, venho lançar de público um desafio: ele escreve um livro e eu apito um Grenal e veremos quem erra menos. (Desde criança, meu sonho sempre foi apitar um Grenal...). Se o desafio for considerado despropositado, sugiro então um debate público sobre o tema: "O que leva uma criança a decidir ser juiz de futebol?" Ou então sobre a inquietante questão "Quem somos, de onde viemos e para onde vamos".

7) Por fim, porque tal processo com certeza unirá nossas trajetórias profissionais por um bom tempo e haverá de servir de estímulo para nos aprimorarmos mutuamente no exercício de nossas atividades – levando ainda mais longe o nome do nosso amado Rio Grande.

E, se, porventura, as obras que pretendo escrever sobre o referido árbitro – sempre, repito, no intuito de aprimorá-lo no exercício de sua dura faina – vierem, por algum motivo, a ser censuradas, os processos daí decorrentes certamente irão deflagrar estimulante debate sobre os limites da liberdade de expressão e de opinião.

Tenho certeza de que esse será um tema instigante, cujo desenrolar haverá de colaborar para amadurecimento da nação.

5 de abr. de 2009

Tem coisa melhor...

...do que comemorar, no fim de semana do centenário, mais uma vitória em um Gre-Nal no ano (o terceiro, ainda no primeiro semestre) e ainda escutar o Celso Roth dizendo que o Grêmio jogou melhor e que a culpa é do calendário (imagina se os times que jogam na Libertadores ainda jogassem a Copa do Brasil...)?

Ah, e um bônus: a torcida do Inter gritando "Fica, Roth!"...

27 de mar. de 2009

Notas rápidas sobre o Grêmio

Após a conclusão do primeiro turno da fase de grupos:

- O Grêmio pegou um grupo muito fácil;
- Mesmo assim, está tendo mais sorte que juízo;
- Se tivesse feito todos os gols feitos que perdeu (só os FEITOS), estaria com saldo +32;
- Victor e Adílson são os melhores jogadores do Grêmio. Arrisco dizer que são de nível de Seleção;
- Os atacantes gremistas têm que fazer um cursinho de pontaria. Sugiro o Taison ou o Nilmar como professores.

5 de mar. de 2009

O futebol e as entrevistas

Eu adoro futebol. Amo mesmo, tanto jogar quanto assistir. Tá, eu gosto mais de jogar, mas isso não significa que a minha paixão como espectador seja pequena. Porém, não sou torcedor de estádio. Contento-me perfeitamente em ficar no conforto do meu lar, vendo uma partida pela TV, tranquilamente, com tudo o que a transmissão me proporciona de melhor (replays, informações pertinentes, resultados de outros jogos, segurança, etc.) e, infelizmente, de pior. E é sobre isso - o que há de pior - que pretendo escrever um pouco agora.

Uma das coisas que mais me irrita em transmissões de jogos de futebol pela TV são as entrevistas com os jogadores. Seja pela qualidade da pergunta ou pela uniformidade covarde da resposta, elas viraram um instrumento jornalístico de última qualidade que, a rigor, só serve para duas coisas: encher linguiça na grade da emissora e tentar criar alguma polêmica com base em uma frase distorcida de alguém. É impressionante o grau de pasteurização que esse tipo de entrevista sofreu. É mais ou menos assim:

Repórter: E aí, Amaurizinho Sergipano, o que o teu time vai ter que fazer pra virar o jogo no segundo tempo?
Amaurizinho Sergipano: Tem que jogar com mais garra, marcar mais forte e não errar na hora do último toque.

Repórter: Estamos aqui com Iésclison. Iésclison, com um a menos agora, no segundo tempo tem que tentar manter o resultado, né?
Iésclison: Vamos ver o que o professor vai nos passar agora no vestiário, mas temos que jogar com mais garra, marcar mais forte e não errar na hora do último toque pra levar os três pontos.

Quase sempre, a mesma estrutura: uma pergunta óbvia e uma resposta mais óbvia ainda. Para piorar, TODOS os repórteres de campo têm o mesmo sotaque e TODOS os jogadores falam do mesmo jeito. Parece que estamos sempre escutando a mesma coisa.

Se pudesse, eu sugeriria para as emissoras novas e interessantes abordagens no campo e, para os jogadores, o modo Romário on sempre (para quem não sabe, o baixinho foi o último grande entrevistado no futebol brasileiro, como respostas antológicas). Ficaria mais ou menos assim:

Repórter: E aí, Amaurizinho Sergipano, perdeu mais um pênalti hoje, hein? Enquanto vocês não receberem os salários atrasados tu não vai mais acertar nenhum?
Amaurizinho Sergipano: Eu não! O presidente do clube até trocou de carro e vem dizer que não tem dinheiro para pagar os salários... Vou continuar me fazendo até ele pagar.

Repórter: Iésclison, é verdade que você é gay?
Iésclison (empurrando o repórter): Vai te #*$@, seu f*$%$¨#$@@!! (logo outros jogadores chegam, alguns tentando apartar a briga e outros ajudando a bater no repórter, já chegando na voadora).

Fica aí a sugestão. Acho que eu nunca mais trocaria de canal no intervalo entre o primeiro e o segundo tempo...

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