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25 de set. de 2009

New Super Mario Bros. Wii

Só pra compartilhar com vocês a expectativa pelo dia 15 de novembro, quando será lançado o mais novo jogo do Mário (sim, aquele...) para o Nintendo Wii. Trata-se do New Super Mario Bros. Wii, que terá suporte para quatro jogadores simultâneos e a volta de Yoshi, o dinossaurinho que fez sua estreia lá no Super Mario World do SNES. Se a versão de DS já era ótima - para muitos, é considerado o melhor jogo da plataforma -, imaginem essa para Wii.



Agora é esperar...

30 de jun. de 2009

Interatividade total

Os videogames estão chegando a um patamar nunca dantes visto no quesito interatividade. Na primeira geração dos games, com o Atari, tínhamos o chamado joystick, com um "manche" e um ou dois botões. Depois, com o NES (ou Nintendinho), saiu o joystick e entrou o direcional, que dava mais precisão à jogabilidade. Ao longo do tempo, cada vez mais botões e direcionais foram sendo acrescentados aos controles, tornando os jogos mais e mais complexos, divertido e interativos.

Porém, depois do controle do Playstation 2, com oito botões (mais o Start e o Select), um direcional e dois minimanches, parecia que não tinha mais espaço para mais coisas em um controle de videogame. Logo, não seria mais possível evoluir na questão jogabilidade. Errado.

Em 2006, a Nintendo apresentou seu console de última geração, chamado Nintendo Wii, juntamente com o seu controle (ou um deles, na verdade), o Wiimote, que viria para revolucionar a forma com que os games seriam jogados a partir de então. Sem fio, o novo controle da Big N emula os movimentos do jogador, tornando a interatividade um fator chave para a diversão.



É claro que não tardou para que aparecessem os primeiros idiotas a jogar...



Parecia legal, mas não se sabia se a aposta funcionaria. Não é que funcionou? Rapidamente, o Wii tornou-se o console da nova geração mais vendido, atraindo milhares de pessoas que nunca haviam jogado nenhum game antes. Isso não deve-se apenas ao controle, mas também aos chamados "jogos casuais", feitos para um público que não quer passar dias na frente da TV para terminar um jogo, mas sim que pretende jogar um pouco com a família ou os amigos para se divertir. Bem, parece que essa rápida popularização do Nintendo Wii está mudando os paradgimas da indústria dos videogames.

Lançado no final de 2007, o Wii Fit é um jogo da Nintendo para o seu Wii que utiliza um outro "controle": a Balance Board, literalmente uma balança que serve para o jogador fazer uma série de exercícios e que pode até servir para ele entrar em forma. De novo, atingia-se um nível de interatividade nunca antes visto em um game.



Para a Big N a coisa não parou por aí: agora em junho, ela lançou o Motion Plus, acessório que, conectado ao Wiimote, torna a experiência de jogabilidade 1:1. Ou seja, TUDO o que tu fizer com o controle será captado pelo jogo, fazendo com que os movimentos sejam reproduzidos de uma maneira mais realista ainda. Por enquanto, a novidade pode ser conferida somente em quatro jogos (dois de tênis, um de golfe e um de vários esportes), mas vários outros já são aguardados para levar aos jogadores a impressionante capacidade de imersão que esse acessório proporciona.



"E as concorrentes?", tu te pergunta. Bem, a Sony (criadora dos Playstations 1, 2 e 3) está quieta no canto dela, só assistindo a tudo isso. Já a Microsoft, dona do Xbox e do Xbox 360, mostrou na última E3, maior feira de videogames do mundo, um trailer que deixou todos de boca aberta. Trata-se do Projeto Natal, que se sair do papel vai dar um passo gigantesco para que os videogames tornem-se coisas de ficção científica. Não vou falar mais sobre o projeto; vejam com seus próprios olhos:



Onde isso vai parar? Não sei. Só sei que estamos cada vez mais perto de ver algo como "O Vingador do Futuro" acontecer de verdade.

Crédito da foto: Shamoozal.

18 de mar. de 2009

O videogame & eu II

Dando continuidade à nova série, começando pelo Super Nintendo:

Se até então eu já adorava videogames, quando ganhei o SNES vi uma revolução para mim: lembro-me que, inicialmente, quando eu comprei o hoje clássico Street Fighter II, chamava meus amigos para muitos duelos. Passava horas jogando, terminei o jogo com todos os personagens, me especializei no melhor de cada um, enfim, fiquei viciado. Até então, eu preferia jogos de aventura - Street Fighter era a exceção. Porém, com o SNES eu descobri um gênero de jogo que mudaria a minha vida: O RPG.

Infelizmente não me lembro qual foi o primeiro jogo de RPG que caiu na minha mão. Talvez tenha sido The Legend of Zelda: a Link to the Past (que nem é um RPG clássico, mas que contém elementos suficientes para quem gosta). Só sei que, quando vi, estava gastando horas terminando jogos como Breath of Fire, Secret of Mana, Super Mario RPG, Final Fantasy, Dragon Quest, Robotrek... Retornei aos meus videogames antigos para jogar os RPGs que eu havia deixado passar, como a série Final Fantasy do NES e Phantasy Star do Master System e do Mega Drive. Então, veio Chrono Trigger, até hoje eleito por muitos (eu incluído) como um dos melhores RPG de todos os tempos. O jogo tinha sete finais diferentes, viagens no tempo, uma história cativante e personagens tridimensionais, coisa rara nos videogames da época. Terminei o jogo com quatro finais e adorei. E queria mais. E veio mais.

Havia jogos fantásticos também em outros estilos, claro. Posso citar, assim, de primeira, Super Mario World (até Super Mario All-Stars também, relembrando o Nintendinho), F-Zero, Killer Instinct, International Superstar Soccer (e seus genéricos de Campeonato Brasileiro, claro), Super Metroid e Mario Kart.

O SNES ainda propiciaria a mim o terceiro episódio americano de Final Fantasy antes de se despedir, mas o console que me apresentou o gênero RPG (e que contava com muitos ótimos jogos desse gênero) pareceria obsoleto quando eu adquirisse o Playstation, da Sony. Esse foi o primeiro console que comprei com meu próprio dinheiro, e valeu cada centavo. Contando com gráficos nunca vistos antes, ele significava um grande avanço em relação à geração anterior - inclusive aos seus concorrentes de geração, o Nintendo 64 e o Jaguar, da Atari (alguém se lembra dele?). E os seus RPGs? Ah, a série Final Fantasy migrou para o console da Sony, fazendo a festa de milhões de fãs. FF VII significou uma revolução nos RPGs, sendo considerado o melhor de todos os tempos, com uma história madura e com muitas reviravoltas, personagens inesquecíveis, gráficos incríveis e muito, mas muito tempo gasto para terminar o jogo com tudo que se tinha direito. Eu levei inacreditáveis 64 horas para conseguir fazer todas as quests do jogo. Quer saber? Valeu cada minuto. Muitos outros RPGs vieram para o Play, como Parasite Eve, FF VIII, IX e Tactics, Dragon Quest VII... A Square virava A empresa na hora de fazer RPGs, e eu era um jogador feliz. Isso sem contar os outros gêneros (como não lembrar, por exemplo, de Winning Eleven?), que tornavam o Play um console completo.

Então, veio o Playstation 2, seu sucessor, e aí eu já não tinha tanto tempo pra jogar como antes. Dessa forma, joguei menos jogos, mas com a mesma intensidade de antes. FF X (grande estréia para o PS 2), FF X2 e FF XII serviram como horas de diversão para mim, assim como Dragon Quest VIII e, novamente, Winning Eleven.

Continua...

16 de mar. de 2009

O videogame & eu

Começarei hoje a série sobre videogames. Nada melhor para estreá-la do que contando um pouco a minha história com os consoles. Para quem não sabe, jogo videogame há mais ou menos 24 anos (putz, estou velho...), e desde que comecei não consegui mais parar. Lembro-me de acordar cedo em alguns finais de semana da minha infância apenas para me deliciar jogando River Raid, Enduro, Seaquest e muitos outros títulos do meu Onix Junior, videogame da plataforma Atari. Mais tarde, minha mãe me deu de presente o Dynavision 2 (plataforma NES), e me recordo que ele veio com um jogo de aventura/luta em que o herói era um lutador de kung fu que tinha que salvar a namorada. Era um jogo tosco, mas pra mim era o máximo - infelizmente, não lembro do seu nome. No dia em que ganhei o presente, fiquei jogando até muito tarde, a ponto de a minha mãe ter que me tirar da sala para eu parar de jogar. Fiquei muito brabo com ela - coisa de guri: mal sabia eu que, décadas mais tarde, escreveria sobre o tal jogo me referindo a ele como "tosco".

A partir daí a minha memória fica confusa em relação à ordem dos videogames que tive, mas não em relação a quais foram: Master System (o original), Mega Drive (Mega Drive mesmo, não o Genesis), Super Nes, Playstation 1, Playstation 2 e, recentemente, Nintendo Wii. Passei a desejar muito o Mega Drive por causa do Sonic, e enchi demais o saco da minha mãe para que ela me comprasse um. É interessante que eu quase não ganhava presentes, e estava muito satisfeito com isso, visto que os que eu ganhava eram basicamente videogames e as "fitas" (ou cartuchos). Eu quase morava nas locadoras (que mais tarde praticamente desapareceriam, por conta do preço dos CDs e DVDs em relação aos cartuchos) e alugava quase todo o final de semana pelo menos uma fita.

Do Mega Drive tenho pelo menos uma história legal para lembrar: em dezembro de 1994, fraturei um osso do pé. Por conta de um erro na hora de engessá-lo, tive que amargar três meses de gesso, ou, em outras palavras, o verão inteiro. E não é que meus fiéis amigos me acompanharam em boa parte desta "jornada" infeliz, jogando comigo tardes e mais tardes do console da Sega? Recordo-me bem que os que mais jogávamos eram Fifa Soccer '94 (clássico insuperável até começarem a produzir os Winning Eleven) e um jogo de corrida com uns veículos esquisitos, cujo nome infelizmente não recordo.

Aliás, gostaria de agradecer publicamente a todos os meus companheiros de jogo, aqueles que gastaram muitas horas de suas vidas divertindo-se ao meu lado, e dizer a eles que certamente não seria o mesmo sem suas companhias. Anderson, Thiago, Duda, Marcelo e meu irmão Beto, é claro, fazem parte de uma ala seleta da minha memória, recheada de jogos, da qual eu não pretendo me desfazer nunca. Um muito obrigado a todos vocês, e amanhã tem mais videogame aqui no Moldura.

5 de jun. de 2008

Violência nos games

Vez por outra algum jogo é responsabilizado por atitudes ilegais de adolescentes. O caso mais recente aconteceu com o jogo de tiro em primeira pessoa Counter Strike e o de RPG Everquest, proibidos a partir de janeiro desse ano porque “trazem imanentes estímulos à subversão da ordem social, atentando contra o estado democrático e de direito e contra a segurança pública”. Ao longo dos anos, vários games já foram acusados de influenciar negativamente inocentes jovens ao redor do mundo.

Esse tipo de acusação, existente também em músicas, RPGs de mesa e todo o tipo de mídia que é consumida por jovens, é bem típica de uma tradição moralista defensora dos bons costumes e da família, seja lá o que isso for. Fulano esquartejou a família e joga Resident Evil? Culpa do jogo. Ciclano pegou a arma do pai, saiu atirando pela sua escola e joga Counter Strike? Culpa do jogo. Beltrano joga menos futebol que o Tuta quando estava no Grêmio e joga Winning Eleven? Culpa do... ah, vocês sabem.

O fato é que é muito mais fácil culpar qualquer agente exterior do que admitir que a pessoa já tinha problemas, sejam eles de cabeça, de família (o que torna mais fácil ainda culpar os jogos, né?), de relacionamentos... Dessa forma, o videogame acaba servindo de bode expiatório, visto que é um entretenimento que não faz parte da vida desses defensores da moral, e pode então ter a sua censura solicitada. Atrás desse discurso moralista embarcam inúmeras pessoas que não têm contato nenhum com os jogos, que ficam sabendo dos casos apenas por esse falatório moral, e que acabam por ter o mesmo sentimento em relação aos games: devem ser proibidos, banidos, queimados...

É claro que existem jogos exagerados, jogos de adultos e jogos mais sérios. Porém, todos eles são... jogos! Eles só existem “virtualmente”. Se a sua influência “maligna” afeta uma cabecinha adolescente (perceba que isso é uma suposição, não uma afirmação), a razão deve-se mais à própria cabecinha do que ao jogo em si.

Note que esse texto poderia ser uma defesa a qualquer um dos entretenimentos que eu citei acima como alvos do moralismo de plantão, pois o caso é o mesmo. Não são eles que fazem matar, por mais que certas pessoas assim o desejem.

3 de jun. de 2008

Games

Para iniciar essa postagem, uma coisa que talvez alguns leitores do blog não saibam: eu sou muito fã de videogame. Sempre fui, desde antes de me conhecer por gente. Isso porque ganhei meu primeiro videogame aos 3 anos de idade (foi um Onix Junior, um videogame genérico que rodava jogos do Atari), e ao longo de mais de duas décadas já tive NES, SNES, Master System, Mega Drive, Playstation... No início, comprava revistas específicas (na era pré-internet era ali que se conseguia informações sobre os lançamentos e as manhas dos jogos) e até uns doze, treze anos eu tinha um caderno em que fazia anotações diversas sobre o assunto (manhas, detonados e inclusive uma pomposa sessão “A História do Videogame”. Infelizmente, acho que perdi o tal caderno). Joguei centenas, talvez milhares de jogos, tanto em videogame como no computador, todos com uma curiosidade, uma alegria e uma sede de descoberta que nunca me abandonaram. E antes que alguém diga, não, eu não sou um retardado. Nem geek eu sou; apenas gosto de jogar.

Escrevo tudo isso para dizer que finalmente, depois de anos jogando em aparelhos alheios, consegui adquirir um Playstation 2. Tá, eu sei que já estamos em outra geração de videogames (Playstation 3, Wii e XBox 360), mas para mim o PS2 ainda vai garantir horas e horas de diversão. Menos se eu jogar Winning Eleven, diria o André.

Também escrevo isso para abrir mais uma sessão no Moldura Digital, falando de jogos. Não se preocupem, não vou ficar fazendo resenhas de jogos que vão agradar apenas a mim e mais uns dois leitores do blog (apesar que isso já seria uns 50% dos leitores... Hum, boa idéia...); minha idéia é discutir algumas questões mais pertinentes em relação a esse universo, como por exemplo a violência de alguns games, a evolução deles, o preconceito que existe com quem tem mais de vinte anos e ainda joga, etc. E aí, o que vocês acham da idéia?

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